Simples e não invasivo, o exame MAPA (Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial) registra a pressão sanguínea ao longo de 24 horas, oferecendo uma visão mais completa do comportamento cardiovascular do paciente em diferentes momentos do dia e da noite.
Esse exame é fundamental no diagnóstico da hipertensão arterial, condição silenciosa que representa um dos maiores fatores de risco para doenças cardiovasculares responsáveis por cerca de 19,8 milhões de mortes todos os anos em todo o mundo, segundo o Global Burden of Diseases (GBD).
Durante o exame, o paciente utiliza um manguito conectado a um monitor que mede a pressão em intervalos regulares. Diferente da aferição feita apenas em consultório, o MAPA evita distorções como a chamada “hipertensão do avental branco”, quando a pressão se eleva temporariamente devido à ansiedade da consulta. Ele também auxilia na avaliação da eficácia do tratamento em pessoas que já utilizam medicamentos para controle da pressão.
Outro ponto importante é que o MAPA possibilita identificar padrões de variação da pressão que podem passar despercebidos em uma medição pontual. Alterações noturnas, por exemplo, têm grande relevância no risco cardiovascular e podem indicar necessidade de ajuste no tratamento. O exame também ajuda a diferenciar quadros de hipertensão verdadeira de situações transitórias, trazendo mais segurança para médicos e pacientes.

Além da hipertensão, o exame pode detectar quedas acentuadas da pressão, variações relacionadas ao estresse, ao sono e até ao uso de medicamentos. Esse acompanhamento detalhado evita diagnósticos equivocados e permite decisões clínicas mais assertivas. Quando bem interpretado, o MAPA se torna um aliado estratégico na prevenção de complicações graves, como infarto, AVC e insuficiência cardíaca.
Na prática clínica, o exame é seguro, moderno e traz informações valiosas para que cada paciente receba uma avaliação personalizada, aliando prevenção e cuidado contínuo. Por isso, tem sido cada vez mais solicitado como parte do check-up de rotina, especialmente em pessoas com histórico familiar de doenças cardiovasculares ou fatores de risco associados.